Rondônia se destaca no cenário nacional quando o assunto é o engajamento de adolescentes na democracia. O estado lidera o ranking de jovens eleitores entre 16 e 17 anos, com 40,4% dos adolescentes aptos já cadastrados para votar — o maior índice do país, segundo dados de fevereiro de 2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O número contrasta com a média nacional, que ainda preocupa: apenas 20,3% dos adolescentes brasileiros aptos fizeram o cadastro eleitoral. Ou seja, apenas dois em cada dez jovens que poderiam votar nas eleições de outubro de 2026 já garantiram esse direito.
“Meu Voto, Meu Poder”
O desempenho de Rondônia não é por acaso. O programa institucional do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), batizado de “Meu Voto, Meu Poder”, tem sido peça central nesse resultado. Com ações itinerantes de conscientização e atendimento realizadas diretamente nas escolas públicas e privadas de todo o estado ao longo de 2025 e 2026, o programa levou o processo de cadastramento eleitoral até onde os adolescentes estão — sem que eles precisassem enfrentar filas ou se deslocar até os cartórios.
Além do cadastro em si, as equipes do TRE-RO promovem rodas de conversa, palestras e atividades educativas sobre o papel do voto na construção da democracia, estimulando nos jovens uma consciência cidadã que vai além do simples ato de se inscrever no sistema eleitoral.
Por que isso importa
O voto aos 16 e 17 anos é facultativo no Brasil — mas não por isso menos importante. O UNICEF, que em nível nacional também tem se mobilizado para ampliar a participação adolescente nas eleições de outubro, defende que incentivar essa faixa etária é responsabilidade de famílias, governos e de toda a sociedade.
O prazo para fazer ou regularizar o título de eleitor encerra em 6 de maio de 2026. Quem tem 15 anos e completa 16 até o primeiro turno, em 4 de outubro, também pode solicitar o documento.
O Brasil conta com 5,8 milhões de adolescentes entre 16 e 17 anos. Até fevereiro, cerca de 1,8 milhão haviam feito o cadastro. Para efeito de comparação, em 2022 — último ano de eleição presidencial — mais de 2 milhões de adolescentes haviam tirado o título, o equivalente a 34% dos aptos. Em 2018, foram 1,4 milhão, cerca de 21%.
Rondônia como modelo
Com um índice quase o dobro da média nacional, a experiência rondoniense aponta um caminho: quando o Estado vai até o jovem, o jovem responde. O modelo itinerante do “Meu Voto, Meu Poder” demonstra que barreiras práticas — como desconhecimento do processo ou dificuldade de acesso aos cartórios — podem ser superadas com planejamento e presença nas comunidades escolares.
O desafio agora, para Rondônia e para o restante do país, é transformar o cadastro em participação efetiva: jovens informados, engajados e prontos para exercer, em outubro, um direito conquistado com esforço coletivo.
Com informações do UNICEF e do TSE.
#ParaTodosVerem
Montagem com nove fotos de jovens em ambientes de atendimento da Justiça Eleitoral. Eles aparecem sorrindo e segurando seus títulos de eleitor, dentro de cartórios ou salas organizadas com cadeiras e computadores ao fundo. As imagens destacam o público jovem participando do processo de alistamento eleitoral.
Fonte: Assessoria de Comunicação do TRE-RO








