Em Rondônia, o governador Marcos Rocha (PSD) já deixou claro que só deixaria o cargo para disputar o Senado caso o vice-governador, Sérgio Gonçalves (UB), também renunciasse. Como isso não deve acontecer, Rocha permanece no governo. A decisão frustrou um grupo político que esperava assumir o controle do CPA, gerando tensão inicial e, depois, apreensão.
Nos bastidores, porém, a situação ganhou contornos quase irônicos. Informações supostamente “vazadas” passaram a circular dentro do CPA indicando uma possível renúncia do governador — o que rapidamente animava esse grupo. Em um dos episódios, espalhou-se que Rocha teria se despedido de secretários em um grupo de WhatsApp. A euforia foi imediata, mas logo se descobriu que as mudanças eram apenas exonerações no primeiro escalão, não a saída do governador.
Outro caso envolveu a filiação de Sandro Rocha, irmão do governador, a um partido político. O movimento foi interpretado como sinal de uma possível candidatura e, novamente, de uma suposta renúncia. Mais uma vez, a empolgação foi grande — e, mais uma vez, sem fundamento. Para muitos, tudo não passou de uma provocação bem articulada.
A metáfora é clara: tentaram atingir o “leão”, mas não conseguiram sequer feri-lo — apenas deixaram o ambiente mais tenso. E há quem acredite que reações ainda podem vir após esse período.
Enquanto isso, a expectativa de parte desse grupo segue alimentada por interpretações otimistas — ou precipitadas — de informações que surgem. O interesse, claro, gira em torno de cargos, influência e espaço político.
Por outro lado, sinais institucionais indicam que a permanência de Marcos Rocha já é considerada provável. No Ministério Público, por exemplo, a formação de listas para futuras escolhas passa pelo entendimento de que será o atual governador quem fará a nomeação. No próprio União Brasil, o lançamento de Hildon Chaves como pré-candidato ao governo reforça essa leitura — caso houvesse expectativa de renúncia, o cenário seria outro, com protagonismo do vice.
No fim, resta aos mais otimistas continuar apostando em uma mudança improvável. Mas, passada a expectativa, a tendência é que a realidade se imponha — e que as “brincadeiras” dos bastidores percam o efeito.









