O estado de Rondônia oficializou adesão ao Plano Nacional “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa do governo federal que busca ampliar o combate às organizações criminosas em todo o país. O programa tem como foco enfraquecer a atuação das facções, especialmente por meio do bloqueio financeiro, além de reforçar a integração entre as forças de segurança.
Com investimentos previstos de cerca de R$ 11,1 bilhões, o plano contempla ações voltadas ao fortalecimento da segurança pública, modernização do sistema prisional e ampliação da cooperação entre União, estados e municípios.
A estratégia nacional está organizada em quatro frentes principais: intensificação da inteligência e do monitoramento integrado; ampliação de operações conjuntas contra o crime organizado e o tráfico de armas; combate à estrutura financeira das facções; e aumento dos investimentos com suporte técnico e financeiro.
Em Rondônia, a execução das ações ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), que já possui planejamento alinhado às diretrizes do programa.
O governador Marcos Rocha destacou que o estado já desenvolve ações contínuas de enfrentamento ao crime organizado e que a adesão ao plano nacional fortalece ainda mais a capacidade operacional das forças de segurança.
Já o secretário da Sesdec, Hélio Pachá, ressaltou que Rondônia já vinha se antecipando às estratégias previstas, com foco na integração entre as forças e no uso de inteligência para combater facções criminosas.
O programa nacional também prevê medidas como o fortalecimento das forças integradas de combate ao crime organizado, ampliação de centros de inteligência financeira, uso de novas tecnologias para rastreamento de recursos ilícitos e reforço na segurança do sistema prisional.
Na área penitenciária, estão previstas ações como bloqueio de comunicações ilegais, ampliação da inteligência penal e implantação de padrões de segurança mais rigorosos nas unidades prisionais.
Para 2026, o plano conta com previsão de mais de R$ 1 bilhão em investimentos, distribuídos entre ações de combate financeiro ao crime, fortalecimento do sistema prisional, aumento da elucidação de homicídios e enfrentamento ao tráfico de armas.

















