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Caminhoneiros articulam paralisação nos próximos dias em reação ao aumento do diesel

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Caminhoneiros articulam paralisação diante da disparada do diesel

Caminhoneiros autônomos e cooperativas avaliam deflagrar uma greve entre quarta-feira (18) e quinta-feira (19), impulsionados pela alta no preço do diesel, que ganhou força após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o litro do diesel já chega a R$ 6,80 nos postos brasileiros. Levantamento da ValeCard aponta que o combustível acumula alta de cerca de 18% desde o agravamento da crise no Oriente Médio, no fim de fevereiro.

A proposta de paralisação foi apresentada pelo presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão. Ele, no entanto, destaca que a categoria ainda precisa definir uma data que esteja dentro dos limites legais.

Na manhã de segunda-feira (16), lideranças da categoria e representantes de transportadoras de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul se reuniram no Porto de Santos para discutir a mobilização. Entre as principais reivindicações está a revisão do valor dos fretes, considerado insuficiente diante da elevação dos custos operacionais.

Segundo a Associação dos Caminhoneiros do Brasil (ACTBRAS) e a Associação Nacional dos Transportadores de Cargas do Brasil (ANTC), o movimento ainda não é uniforme em todo o país, mas ganha maior força na região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul.

Impacto nos pequenos transportadores
Uma das maiores preocupações recai sobre os transportadores de pequeno porte, sobretudo os que atuam como pessoa jurídica (PJ). Em muitos casos, eles podem ser afetados por interpretações que geram cobrança duplicada de seguros, mesmo quando a carga já sai com cobertura definida pela transportadora contratante, responsável pela emissão do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTe).

Diante desse cenário, o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) solicitou uma reunião urgente com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (Suroc), buscando uma solução administrativa imediata.

Paralelamente, técnicos avaliam a elaboração de um projeto de lei para atualizar a Lei nº 11.442/2007, com o objetivo de garantir maior proteção e condições mais justas aos pequenos transportadores subcontratados.

“Quem vive da estrada não pode pagar duas vezes pela mesma proteção. Vamos buscar uma solução rápida e definitiva para defender o pequeno transportador”, afirmou o parlamentar.

Pressão por diálogo
Apesar da mobilização, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) defende cautela. Em nota divulgada após reunião realizada na noite de terça-feira (17), a entidade informou que lideranças irão se reunir com caminhoneiros de portos de todo o país nesta quarta-feira (18), em Santos, para discutir os próximos passos.

A CNTTL também sinalizou apoio às demandas da categoria, mas defende a suspensão da paralisação diante da abertura de diálogo com o governo federal. Uma reunião com a Secretaria-Geral da Presidência da República está prevista ainda nesta semana.

“Somos favoráveis às pautas dos caminhoneiros, mas defendemos a suspensão do movimento neste momento, pois conseguimos abrir um canal de diálogo com o governo”, afirmou o presidente da entidade, Paulinho do Transporte.


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