No Dia Mundial da Doença de Chagas, celebrado em 14 de abril, a Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO) intensificou as ações de orientação à população sobre prevenção, diagnóstico precoce e riscos da doença.
As atividades incluem monitoramento, identificação de casos suspeitos e conscientização das comunidades, com foco na redução dos impactos da doença, que pode afetar gravemente o coração em estágios mais avançados.
A Doença de Chagas é causada pelo parasita Trypanosoma cruzi e tem como principal forma de transmissão o inseto conhecido como barbeiro, comum em algumas regiões. Por isso, a vigilância recomenda atenção redobrada, especialmente em áreas com presença do vetor.
Mesmo podendo apresentar sintomas leves ou até imperceptíveis no início, a doença pode evoluir ao longo dos anos e causar complicações como arritmias, insuficiência cardíaca e problemas circulatórios.
Dados da vigilância indicam que, entre 2021 e 2025, foram registrados 618 casos suspeitos no estado, com seis confirmações, além de registros da forma crônica, o que reforça o caráter silencioso da doença.
O monitoramento também inclui a análise de insetos transmissores em diferentes municípios, o que mantém o alerta para a necessidade de ações contínuas de controle e prevenção.
A orientação é que, ao encontrar o barbeiro, a população evite contato direto e procure uma unidade de saúde para que o inseto seja coletado e analisado. Em caso de sintomas ou suspeita, a recomendação é buscar atendimento médico o quanto antes.
Segundo os órgãos de saúde, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para evitar complicações e garantir melhor qualidade de vida aos pacientes.









