Delegado Camargo denuncia retrocesso na educação de Rondônia: 18 escolas fechadas e apenas duas construídas em oito anos
O deputado estadual Delegado Camargo (Republicanos) fez um pronunciamento contundente em defesa da educação pública, alertando sobre o que considera um retrocesso estrutural na rede estadual de ensino.
Retrocesso na infraestrutura escolar
Ao se dirigir à população, o parlamentar foi direto:
“Povo de Rondônia, preste atenção: o atual governo deseja para o futuro de nossos filhos o analfabetismo e a ignorância.”
Camargo destacou que, nos últimos oito anos, Rondônia construiu apenas duas escolas, enquanto 18 foram fechadas. As unidades inauguradas foram a escola indígena São Luís, em Guajará-Mirim, e a Vivaldino Fernandes de Ávila, em Machadinho do Oeste. Para o deputado, o saldo negativo evidencia falhas graves na política de expansão da educação estadual.
Orçamento milionário, resultados mínimos
O parlamentar também questionou a aplicação dos recursos públicos na educação. Segundo ele, o Estado possui um orçamento anual de aproximadamente R$ 18 bilhões, dos quais R$ 16 bilhões foram destinados à educação entre 2019 e 2026. No entanto, apenas duas escolas foram construídas, enquanto 18 fecharam. Para Camargo, a situação exige maior fiscalização e eficiência na gestão dos recursos públicos.
Professores desvalorizados
Outro ponto abordado foi a valorização dos profissionais da educação. O deputado criticou o tratamento recebido pelos professores, que segundo ele, receberam apenas um reajuste simbólico de R$ 247 no vale-alimentação, e enfatizou que a política educacional deve estar alinhada à valorização dos docentes.
Defesa do futuro das novas gerações
Delegado Camargo afirmou que o debate vai além de números e orçamento: trata-se do futuro das crianças e adolescentes. Ele alertou para o risco do abandono educacional, comparando-o à negligência em outras áreas do Estado:
“Nossos filhos não estão apenas abandonados nas mãos das facções criminosas ou maltratados nos hospitais. Estão destinados ao analfabetismo e à ignorância, em um Estado que arrecada bilhões para educação e constrói apenas duas escolas.”
O pronunciamento reforça a postura crítica de Camargo, que defende maior fiscalização do orçamento, ampliação da infraestrutura escolar e valorização dos profissionais da educação em Rondônia.









