Oficial de Justiça relata humilhações e aponta viés de gênero em atendimentos; outros servidores corroboram denúncias de má conduta na junta médica.
PORTO VELHO, RO — A oficial de Justiça Galdiana Silva usou as redes sociais para denunciar o que classifica como uma sequência de abusos e perseguição por parte de um médico da junta oficial do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO). Segundo o relato, durante perícia realizada na última sexta-feira (27), para análise da prorrogação de sua readaptação funcional, ela afirma ter sido alvo de gritos e tratamento desrespeitoso.
Após a repercussão do caso, o TJ-RO determinou a abertura de sindicância para apurar a denúncia de possível abuso durante o atendimento.
Galdiana relata que sofre de um problema ortopédico crônico decorrente do trabalho e questiona a postura do profissional, apontando possível viés de gênero. “Acredito que esse comportamento não ocorreria se eu fosse homem”, afirmou. A servidora também descreveu momentos de tensão e disse ter se sentido intimidada. “Me senti coagida”, declarou.
A perícia tinha como objetivo avaliar a continuidade da servidora nas funções atuais. Anos antes, ela já havia solicitado readaptação funcional — mecanismo previsto na Lei Complementar nº 68/1992, que garante ao servidor público a permanência na ativa quando sua condição de saúde impede o exercício da função original.
No entanto, segundo Galdiana, em vez de ter assegurado um direito legal, ela foi submetida a um atendimento que classifica como desrespeitoso e marcado por conduta misógina.









