Município registra redução de mais de 60% nos casos confirmados em 2025, mas reforça ações de prevenção durante o período chuvoso.
Com a chegada do período chuvoso, aumenta o risco de transmissão das arboviroses — dengue, zika e chikungunya — devido à maior proliferação do mosquito Aedes aegypti. Diante desse cenário sazonal, a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), mantém e intensifica as ações de vigilância, prevenção e controle dessas doenças.
Apesar do histórico de maior incidência neste período, o município encerrou 2025 com uma redução expressiva nos casos de dengue, demonstrando o impacto positivo das estratégias adotadas pela saúde pública, sem perder de vista a necessidade de alerta permanente.
Dados oficiais da Vigilância Epidemiológica apontam queda significativa no comparativo anual. Em 2024, Porto Velho registrou 3.180 casos notificados de dengue, com 580 confirmações e um óbito. Já em 2025, os números caíram para 1.574 casos notificados, 211 confirmados e nenhum óbito registrado.
A redução de 63,6% nos casos confirmados em 2025 e a ausência de óbitos refletem o fortalecimento das ações de prevenção, o diagnóstico precoce e a assistência adequada prestada à população.
Para o secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, os resultados são fruto de um trabalho integrado. “A queda nos casos de dengue em Porto Velho é resultado de um esforço conjunto, com ações permanentes de prevenção, controle do vetor, assistência em saúde e a participação da população. No entanto, não podemos relaxar. O enfrentamento à dengue é contínuo e depende do compromisso de todos, principalmente na eliminação de criadouros dentro das residências”, destacou.

Vacinação contra a dengue
A vacinação é uma das principais estratégias para reduzir casos graves, internações e óbitos por dengue, atuando de forma complementar ao controle do mosquito transmissor.
Atualmente, a rede pública de saúde disponibiliza gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina Qdenga, destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A Semusa reforça que a vacina não substitui as medidas de eliminação de criadouros, mas reduz significativamente o risco de agravamento da doença.
Para 2026, o Ministério da Saúde anunciou a vacina nacional Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan, com esquema de dose única e faixa etária autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entre 12 e 59 anos. A previsão nacional é de distribuição inicial de cerca de um milhão de doses a partir de janeiro de 2026, com ampliação no segundo semestre. Até o momento, Porto Velho não recebeu nenhuma remessa da nova vacina de dose única contra a dengue, e não há previsão oficial do Ministério da Saúde para envio ao município.








