O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia (OAB-RO), Márcio Nogueira, participou de uma reunião no Ministério da Justiça para discutir e articular medidas de alcance nacional voltadas ao enfrentamento do chamado golpe do falso advogado. O crime tem se espalhado pelo país e feito vítimas entre cidadãos que aguardam decisões judiciais.
O encontro contou com a presença do secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, além de presidentes de seccionais da OAB de diversos estados. A reunião teve como objetivo construir uma resposta coordenada entre instituições para combater a atuação de organizações criminosas que se passam por advogados para aplicar golpes.
De acordo com Márcio Nogueira, o problema deixou de ser um caso isolado e passou a apresentar características típicas de crime organizado, o que exige uma articulação nacional para enfrentamento.
“Essas quadrilhas analisam processos judiciais, identificam possíveis vítimas e entram em contato exigindo pagamentos fraudulentos sob o pretexto de liberar valores. Não se trata apenas de uma fraude, mas de um ataque à confiança no sistema de Justiça e à própria advocacia”, afirmou.
Durante a reunião, foram debatidas iniciativas voltadas à integração de dados e de inteligência entre instituições, ao fortalecimento da atuação policial contra essas quadrilhas e à criação de mecanismos de proteção para cidadãos e advogados diante da ação dessas redes criminosas.
Para o presidente da OAB Rondônia, o combate a esse tipo de crime depende de uma atuação conjunta entre a advocacia, os órgãos de segurança pública e o sistema de Justiça.
“O crime organizado se enfrenta com articulação institucional, inteligência e ação coordenada. A advocacia brasileira está mobilizada para proteger a sociedade e impedir que criminosos utilizem a nossa profissão como fachada para aplicar golpes”, destacou.
A iniciativa faz parte de um movimento nacional da OAB que busca ampliar as ações de prevenção e combate ao golpe do falso advogado, além de fortalecer a confiança da população no sistema de Justiça.









