Os investigados compartilhavam nas redes sociais a rotina da congregação Ministério Profético Apocalipse. O pai, a madrasta e a avó paterna foram presos sob suspeita de tortura com resultado morte, além de cárcere privado e maus-tratos.
O pai e a madrasta da adolescente Marta Isabelle dos Santos, de 16 anos, encontrada morta com indícios de tortura, se apresentavam como pastores nas redes sociais. Callebe José da Silva e Ivanice Farias de Souza foram presos sob suspeita de tortura com resultado morte, cárcere privado, maus-tratos e omissão de socorro. A avó paterna da jovem, Benedita Maria da Silva, também foi detida.
Nas redes sociais, o casal divulgava a rotina da congregação Ministério Profético Apocalipse, publicando vídeos e fotos de celebrações, pregações e momentos ao lado de outros fiéis.
De acordo com familiares, Callebe mantém relacionamento com Ivanice há cerca de quatro anos. Eles residiam na zona chacareira de Porto Velho. Já a mãe da adolescente e outros parentes vivem na Paraíba. Em depoimento à polícia, a madrasta afirmou que o pai de Marta não permitia que a adolescente saísse de casa ou namorasse e, por isso, teria decidido mantê-la presa. Ivanice Farias de Souza também declarou que não procurou a polícia nem pediu ajuda porque, segundo ela, era ameaçada de morte pelo marido.
Já Callebe José da Silva sustentou que Marta era “muito agressiva” e que, para proteger a esposa, optou por amarrar a filha. A versão, no entanto, é contestada por familiares. Uma das tias da jovem relatou ao g1 que Marta era querida por todos, gostava de cantar na igreja e tinha o sonho de concluir os estudos.








