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Governo de Rondônia atualiza cenário da mpox em Porto Velho e reforça medidas de prevenção

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No cenário nacional, o Brasil contabiliza 47 casos de Mpox em 2026, com predominância de quadros leves e moderados, sem registro de óbitos.

O governo de Rondônia informou, durante a coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (20), com a presença de representantes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), até o momento, foram confirmados quatro casos confirmados de infecção pelo vírus Mpox em Porto Velho. Das seis notificações feitas, quatro casos foram confirmados e dois descartados após investigação laboratorial.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou a importância da vigilância e da transparência nas ações do Estado. “Estamos atentos e atuando de forma preventiva e com transparência. A orientação é para que a população procure atendimento médico ao apresentar qualquer sintoma suspeito”.

O primeiro atendimento deve ser realizado, preferencialmente, em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA), ao surgirem sintomas suspeitos, devendo o paciente seguir rigorosamente as orientações das equipes de saúde para a prevenção da transmissão.

CASOS

Entre os pacientes com resultado positivo para Mpox, todos são homens, com idades entre 20 e 40 anos, residentes em Porto Velho e sem histórico recente de viagens. Houve a notificação de um caso suspeito no Hospital Infantil Cosme e Damião, que foi descartado para Mpox, tendo sido confirmado diagnóstico de varicela.

Os pacientes com confirmação da doença foram atendidos no Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), onde passaram por avaliação clínica, receberam todas as orientações necessárias e permanecem em isolamento, conforme os protocolos de vigilância em saúde.

De acordo com a secretária adjunta da Sesau, Mariana Bragança, o sistema de saúde estadual está preparado para lidar com os casos. “Todos os pacientes confirmados estão sendo acompanhados pelas equipes de saúde, receberam orientações adequadas e permanecem em isolamento. O monitoramento segue em andamento, com acompanhamento clínico e epidemiológico contínuo”, destacou.

DADOS NACIONAIS

No cenário nacional, o Brasil contabiliza 47 casos de Mpox em 2026, com predominância de quadros leves e moderados, sem registro de óbitos. Segundo dados do painel epidemiológico do Ministério da Saúde, entre janeiro e fevereiro de 2025, o país já havia registrado 260 casos da doença.

MPOX

A Mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo associado à antiga varíola humana. Apesar de, na maioria dos casos, apresentar evolução clínica controlada, a infecção exige atenção devido à possibilidade de disseminação em contextos de contato próximo.

A transmissão ocorre principalmente por contato físico direto e prolongado entre pessoas, não sendo considerada uma doença de transmissão aérea à distância. Ambientes com aglomeração e proximidade física aumentam o risco de contágio.

SINTOMAS 

Os principais sintomas iniciais incluem:

  • Febre
  • Mal-estar
  • Dor de cabeça
  • Dores musculares
  • Após alguns dias, podem surgir lesões cutâneas características da doença.

TRATAMENTO 

O tratamento é baseado principalmente em medidas de suporte, como controle da dor, hidratação e acompanhamento clínico. A maioria dos casos evolui de forma favorável, especialmente quando há diagnóstico precoce e adoção do isolamento temporário.


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