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ESCLARECIMENTO: Ipam nega qualquer investimento no Banco Master

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Ipam nega investimentos no Banco Master em reunião de emergência na Câmara de Porto Velho

A vereadora Ellis Regina coordenou uma reunião de emergência na Câmara Municipal, reunindo vereadores e o corpo técnico do Ipam, com o objetivo de esclarecer denúncias recentes na imprensa sobre uma suposta aplicação de recursos do instituto no Banco Master, alvo de investigação federal.

Durante o encontro, a presidente do Ipam, Claudineia Bortolete, negou qualquer vínculo do instituto com o banco. Segundo ela, a polêmica surgiu após vídeos publicados por um prefeito e ex-delegado, que mencionaram supostas fraudes envolvendo recursos de prefeituras rondonienses.

“Em 2012, o Ipam aplicou recursos nos fundos Conquest e Áquila, com R$ 11,5 milhões e R$ 9 milhões, respectivamente. Esses fundos são considerados ‘estressados’, mas não têm qualquer relação com o Banco Master, que sequer existia à época. A mídia associa erroneamente os investimentos ao banco”, explicou Claudineia.

Os chamados fundos estressados são veículos de investimento que adquirem ativos, dívidas ou empresas de alto risco de inadimplência ou em recuperação judicial, comprados com grande deságio. Eles não devem ser confundidos com “fundos podres”.

Auditoria e consultoria confirmam ausência de vínculo

O gestor de investimentos do Ipam, Odilon Junior, afirmou que, mesmo ciente da inexistência de investimentos no Banco Master, o instituto solicitou à consultoria de Goiânia uma análise detalhada.

“O levantamento em sites da CVM, Banco Central e Sistema Quantum comprovou que não há títulos ou letras financeiras do Banco Master nos fundos mencionados. Porto Velho também não recebeu nenhuma proposta de investimento do banco”, afirmou Odilon.

Impacto financeiro e previdenciário

Durante a reunião, Ellis Regina questionou se os prejuízos gerados pelos fundos estressados poderiam comprometer a aposentadoria dos servidores.

O procurador administrativo e financeiro do Ipam, Júlio César, garantiu que o instituto é superavitário e não há risco de interrupção no pagamento de aposentadorias. No entanto, reconheceu que os prejuízos históricos podem não ser recuperáveis.

Segundo Júlio, o Banco Master surgiu em 2018, enquanto os fundos em questão tinham diversos investidores e só posteriormente passaram a ter alguma relação com a instituição. “Tratou-se de uma estratégia de investimento da época que não deu rentabilidade, sem vínculo direto com o banco”, explicou.

O procurador acrescentou que o baixo desempenho afetou o cálculo atuarial do instituto. “Estamos avaliando, juridicamente, se cabe ação contra a gestora do fundo, para entender se o Ipam foi apenas um investidor azarado ou vítima de má gestão.”

O presidente da Câmara, Gedeão Negreiros, reforçou que, por se tratar de dinheiro público, a má aplicação que gerou um prejuízo de quase R$ 7 milhões poderá levar à responsabilização dos gestores da época.


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