Um homem de 53 anos, conhecido como “Marcão do Nacional”, foi preso novamente neste sábado (10), no bairro Porto Cristo, na zona Leste de Porto Velho, após ser apontado como autor de um novo crime de estupro contra uma mulher de 35 anos.
Segundo informações apuradas, o suspeito estava em liberdade monitorada por tornozeleira eletrônica após ter obtido a progressão do regime fechado para o semiaberto no início deste ano.
Antes do benefício, ele cumpria pena desde 2015 por condenações relacionadas a crimes de alta gravidade, entre eles roubo, latrocínio, estupro e outros delitos.
Mesmo sendo monitorado eletronicamente, o homem voltou a ser investigado por um crime de violência sexual. Após a denúncia, equipes da Polícia Militar iniciaram diligências e conseguiram localizar o suspeito, que foi preso e encaminhado às autoridades competentes.
Com a nova prisão, ele deverá responder pela nova acusação de estupro. O caso também poderá resultar na revogação da progressão de regime, fazendo com que ele retorne ao sistema prisional para cumprir o restante da pena em regime mais rigoroso, conforme decisão da Justiça.
As circunstâncias do novo crime serão investigadas pela Polícia Civil.
Relembre o caso
Conhecido como “Marcão do Nacional”, Marcos Ramos Lima ganhou notoriedade por um dos crimes mais violentos registrados em Porto Velho na década de 1990.
Na ocasião, ele foi condenado por um estupro seguido de duplo homicídio, tendo como vítimas sua companheira e a filha dela, uma criança de apenas 8 anos, no bairro Nacional, zona Norte da capital.
De acordo com as investigações realizadas à época, mãe e filha foram vítimas de violência sexual antes de serem assassinadas dentro da residência onde viviam. Conforme consta nos autos do processo, as vítimas sofreram extrema violência durante o crime.
Após o julgamento, Marcos Ramos Lima foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado. Anos depois, voltou ao sistema prisional em decorrência de outras condenações, incluindo crimes como roubo, latrocínio e estupro.
Agora, após conquistar a progressão para o regime semiaberto e ser monitorado por tornozeleira eletrônica, o suspeito volta a ser preso por uma nova acusação de violência sexual, caso que será apurado pelas autoridades competentes.
















