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Emprego e independência ganham força no planejamento da Casa da Mulher Brasileira em Porto Velho

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Nova legislação amplia oportunidades e conecta mulheres em vulnerabilidade ao mercado de trabalho

Garantir proteção é essencial, mas oferecer oportunidades reais de recomeço é o que transforma vidas. Em Porto Velho, o planejamento da Casa da Mulher Brasileira avança com foco não apenas no acolhimento, mas também na autonomia financeira das mulheres atendidas.

Uma das principais iniciativas nesse sentido é a legislação que permite priorizar mulheres em situação de vulnerabilidade social em processos seletivos de empresas terceirizadas que prestam serviços ao município.

Emprego como ferramenta de transformação

A medida cria um caminho direto entre a rede de proteção e o mercado de trabalho, ampliando as chances de inserção profissional para mulheres que buscam reconstruir suas vidas após situações de violência.

Para o prefeito Léo Moraes, a iniciativa representa um avanço importante na política pública voltada às mulheres.

“Oferecer acolhimento é fundamental, mas garantir condições para que essas mulheres reconstruam suas vidas com autonomia é ainda mais transformador. Emprego e renda significam dignidade, segurança e liberdade”, destacou.

Integração entre assistência e mercado

A Casa da Mulher Brasileira, que será construída na zona Leste da capital, foi planejada para funcionar como um centro integrado de atendimento. Além do suporte psicológico, social, jurídico e policial, o espaço também será um ponto estratégico para encaminhamento ao mercado de trabalho.

Segundo a coordenadora municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Anne Cleyanne, a nova legislação fortalece essa conexão.

“Empresas contratadas pela Prefeitura poderão priorizar mulheres atendidas pela rede de proteção. Isso facilita o acesso ao emprego formal e cria oportunidades reais para que elas iniciem um novo ciclo com mais segurança”, explicou.

Rede estruturada para gerar oportunidades

A política envolve diversos órgãos que já atuam diretamente no atendimento às mulheres, como:

  • Cras e Creas
  • Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram)
  • Delegacia Especializada
  • Defensoria Pública
  • Programa Mulher Protegida

Essa integração permite identificar perfis, preparar candidatas e encaminhá-las de forma mais eficiente para vagas disponíveis.

Responsabilidade social e inclusão

Além de ampliar oportunidades, a iniciativa também fortalece a responsabilidade social das empresas que mantêm contratos com o município, incentivando práticas mais inclusivas e alinhadas à promoção da igualdade de oportunidades.

Casa da Mulher como porta de recomeço

A expectativa é que a Casa da Mulher Brasileira se torne um verdadeiro ponto de transformação social, reunindo serviços, orientações e encaminhamentos que facilitem o acesso a programas sociais, qualificação profissional e emprego.

Ao conectar proteção, acolhimento e geração de renda, Porto Velho avança na construção de políticas públicas mais completas e eficazes, capazes de oferecer não apenas assistência, mas caminhos reais para a independência e a reconstrução de vidas.

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