O município está entre os cinco de Rondônia reconhecidos pelo Ministério da Saúde com o selo bronze de Boas Práticas rumo à eliminação da malária. A certificação foi entregue durante a 18ª edição da ExpoEpi 2026, em Brasília, e marca um avanço no controle da doença na capital.
Além de Porto Velho, também receberam o selo os municípios de Candeias do Jamari, Guajará-Mirim, Itapuã do Oeste e Cujubim. O reconhecimento faz parte de uma estratégia nacional que prevê a eliminação da malária no Brasil até 2035.
O selo bronze indica que os municípios já atingiram metas iniciais importantes, como a redução de casos, ampliação do acesso ao diagnóstico e início rápido do tratamento. Esses resultados são acompanhados dentro do Plano Nacional de Eliminação da Malária.
Na prática, o trabalho acontece diretamente nos territórios. As equipes de saúde realizam testes rápidos, iniciam o tratamento assim que o diagnóstico é confirmado e acompanham cada paciente. Também há ações de controle do mosquito transmissor e orientação à população.
A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Geisa Brasil Ribeiro, destacou que o selo reflete uma mudança no cenário da doença no município. “De 2024 para cá, houve redução dos casos, algo que não acontecia há mais de cinco anos. Nosso território é muito grande, o que traz desafios, mas a equipe segue com compromisso no plano de eliminação”.
O prefeito Léo Moraes ressaltou que o reconhecimento é resultado do trabalho contínuo das equipes. “Esse selo mostra que estamos no caminho certo, com atuação firme na prevenção, no diagnóstico e no tratamento. Nosso compromisso é continuar avançando e protegendo a população”.
Dados recentes apontam queda no número de casos e óbitos por malária no Brasil, resultado de ações integradas entre União, estados e municípios. Na região amazônica, onde a doença é mais frequente, o papel dos municípios é essencial para ampliar o acesso ao diagnóstico e interromper a transmissão.
A rede municipal de saúde mantém a oferta de testes rápidos nas unidades, além do acompanhamento dos casos confirmados. O trabalho é realizado dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e envolve diferentes frentes, da vigilância ao atendimento direto à população.








