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Mpox em Rondônia: quais sinais na pele observar e quando buscar atendimento

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Com a confirmação de 16 casos de Mpox em Rondônia neste ano, segundo dados atualizados da vigilância estadual, o tema voltou a chamar a atenção da população. Em todo o país, já são mais de 90 casos registrados em 2026 até o momento, sem registro de mortes relacionadas à doença neste período.

Embora os números sejam considerados baixos, especialistas destacam que vigilância e informação são essenciais para evitar a propagação do vírus. A médica infectologista e docente da Afya São Lucas, Rayra Menezes de Almeida, explica que o cenário ainda não é de alerta máximo. “Não há indícios de um surto descontrolado. A situação não é alarmante, mas exige monitoramento constante para identificar precocemente os casos e interromper possíveis cadeias de transmissão”, afirma.

Mpox ou catapora: como diferenciar

Nos primeiros dias, os sintomas podem ser confundidos com outras infecções que também provocam lesões na pele. Entre os principais diagnósticos diferenciais está a Varicela, popularmente conhecida como catapora.

A principal distinção está no padrão das lesões e na evolução do quadro clínico. “Na varicela, é comum que as lesões apareçam em diferentes estágios ao mesmo tempo — algumas ainda como manchas, outras em forma de bolhas e algumas já em crosta. Já na mpox, as lesões costumam evoluir de maneira mais uniforme, permanecendo no mesmo estágio simultaneamente”, explica a médica.

O período de incubação da mpox varia de 3 a 21 dias, com média entre 7 e 14 dias. A doença pode começar com febre, dor de cabeça, dores musculares e aumento dos linfonodos (ínguas), embora em alguns casos as lesões cutâneas apareçam primeiro.

As lesões seguem uma evolução característica:

  • começam como manchas planas;
  • tornam-se elevadas;
  • evoluem para bolhas;
  • podem formar pústulas com pus;
  • e, por fim, formam crostas.

Essas lesões costumam ser profundas, dolorosas e frequentemente apresentam uma pequena depressão central. Muitas vezes surgem inicialmente na região genital ou perianal e também podem aparecer nas palmas das mãos e plantas dos pés.

Na varicela, por outro lado, as lesões aparecem em diferentes fases ao mesmo tempo e geralmente provocam coceira intensa. Elas costumam surgir primeiro no tronco e depois se espalham para outras partes do corpo.

Segundo a enfermeira e docente da Afya Ji-Paraná, Márcia Kades, a evolução das lesões é um dos principais indicativos clínicos para diferenciar as duas doenças. “Na varicela, vemos manchas, bolhas e crostas ao mesmo tempo na pele. Já na mpox, as lesões seguem a mesma sequência evolutiva — de manchas para bolhas, depois pústulas e crostas — além de serem mais profundas e dolorosas, frequentemente acompanhadas de aumento dos linfonodos”, explica.

Como ocorre a transmissão

A transmissão da mpox ocorre principalmente pelo contato direto com lesões de pele de uma pessoa infectada. O vírus também pode ser transmitido por:

  • contato íntimo ou sexual;
  • abraços, beijos e toque direto;
  • gotículas respiratórias em contato próximo e prolongado;
  • compartilhamento de roupas, toalhas ou lençóis;
  • transmissão da mãe para o bebê;
  • contato com animais infectados, especialmente pequenos roedores.

Pessoas imunossuprimidas, crianças pequenas e gestantes fazem parte dos grupos com maior risco de complicações.

A enfermeira Márcia Kades reforça que a identificação precoce é essencial para conter a transmissão. “Mesmo com poucos casos, reconhecer rapidamente os sintomas e manter isolamento domiciliar até a queda total das crostas são medidas fundamentais para evitar a disseminação”, orienta.

Quando procurar atendimento

A recomendação é buscar avaliação médica se, até 21 dias após contato com pessoa infectada, surgirem sintomas como:

  • febre alta persistente;
  • lesões extensas ou muito dolorosas;
  • aumento significativo dos linfonodos;
  • dificuldade para respirar ou engolir;
  • sinais de infecção na pele, como vermelhidão intensa ou secreção;
  • piora do estado geral.

Para a infectologista Rayra Menezes, o diagnóstico precoce é essencial para reduzir riscos e interromper a cadeia de transmissão. “Qualquer agravamento ou aparecimento de sintomas intensos deve ser avaliado por um profissional de saúde”, ressalta.

Especialistas também recomendam algumas medidas simples de prevenção:

  • evitar contato próximo com pessoas com lesões suspeitas;
  • não compartilhar objetos pessoais;
  • higienizar as mãos com frequência;
  • manter lesões cobertas;
  • usar máscara em caso de sintomas respiratórios;
  • permanecer em isolamento domiciliar até a queda completa das crostas.

“A informação correta ajuda a evitar tanto o pânico quanto a negligência. O ideal é manter equilíbrio entre vigilância e tranquilidade”, conclui Márcia Kades.

Sobre a Afya

A Afya é considerada o maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica no Brasil. O grupo reúne 37 instituições de ensino superior, sendo 32 com cursos de Medicina, além de 25 unidades voltadas para pós-graduação e educação continuada na área da saúde.

Na região amazônica, a Afya mantém forte presença, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. Em Rondônia, o grupo conta com duas instituições de ensino superior: a Afya Centro Universitário São Lucas e a Afya Ji-Paraná. Além disso, possui dez escolas de Medicina distribuídas entre Amazonas, Acre, Pará e Tocantins, além de três unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém, Manaus e Palmas.

Fundada com foco em inovação educacional e tecnologia aplicada à saúde, a Afya foi a primeira empresa brasileira de educação médica a abrir capital na Nasdaq, em 2019. Nos últimos 25 anos, a instituição já formou mais de 24 mil profissionais e atualmente conta com 3.766 vagas de Medicina autorizadas pelo Ministério da Educação. Entre suas plataformas digitais mais conhecidas estão o Afya Whitebook, o Afya iClinic e o Afya Papers, utilizadas por médicos e estudantes em todo o país.


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