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Professora de Direito é morta a facadas por aluno dentro de faculdade em Porto Velho

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Juliana, que também era escrivã da Polícia Civil de Rondônia, estava dando aula de Direito Penal quando foi atacada por um estudante identificado como João Cândido da Costa Junior, de 24 anos.

A noite de sexta-feira (6) terminou em chocante violência no interior de uma instituição de ensino superior de Porto Velho. A professora de Direito Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, foi morta a facadas por um aluno dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em um crime que autoridades investigam como feminicídio.

Juliana, que também era escrivã da Polícia Civil de Rondônia, estava dando aula de Direito Penal quando foi atacada por um estudante do 5º período, identificado como João Cândido da Costa Junior, de 24 anos. Testemunhas relataram que ele aguardou o momento em que a docente ficou sozinha após o término da aula e iniciou uma discussão antes de desferir múltiplos golpes de faca contra ela.

O ataque aconteceu dentro da sala de aula, e a arma do crime foi localizada no local. Alunos presentes conseguiram conter o agressor até a chegada das forças de segurança; um colega que é policial militar imobilizou o suspeito, que foi preso em flagrante pela Polícia Militar e entregue à Polícia Civil.

Juliana foi socorrida com vida e levada em estado grave ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes de receber atendimento definitivo. Autoridades ainda investigam as motivações que levaram ao crime, que, nas versões preliminares, podem envolver conflitos pessoais entre a vítima e o autor.

Luto

O Centro Universitário Aparício Carvalho emitiu nota de pesar, decretou luto institucional de três dias e suspendeu as atividades acadêmicas entre 7 e 9 de fevereiro, oferecendo assistência à família, colegas e estudantes. Em suas redes sociais a instituição lamentou a perda “irreparável” de uma profissional dedicada à formação jurídica.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também divulgou nota, manifestando profundo pesar pela morte de Juliana e solidariedade aos familiares, amigos e à comunidade acadêmica, destacando a gravidade do episódio e a necessidade de ambientes de ensino seguros e livres de violência.

Investigação

A Polícia Civil de Rondônia segue conduzindo as investigações, ouvindo testemunhas, analisando celulares e buscando esclarecer as circunstâncias que antecederam o homicídio. O caso segue sob apuração com foco na confirmação dos elementos que caracterizam feminicídio.

A morte de Juliana Santiago reverberou entre colegas de profissão, alunos e autoridades, reacendendo debates sobre segurança em instituições de ensino e os mecanismos de prevenção de violência no ambiente acadêmico.


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